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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Alguém topa continuar meu texto (de amor)?



Ontem quando fui deitar, a única coisa óbvia (que era dormir) se perdeu.  Não, eu não tive insônia. Insônia é perder o sono e eu havia me perdido num sonho de puro devaneio.

Fiquei titubeando os capítulos do romance que terminei de escrever. Que... Nossa! Sedutor e melodramático. E as pitadas de erotismo aparecem como se fossem um saleiro com os furos abarrotados. Mas as partes abrolham, esvaem, surgem como zoom num beijo e por aí seguem.

Antes disso, o melodrama aflora, claro. Escrever um livro não tem um roteiro arranjado. É que nem a vida, feita no gerúndio, se joga com os personagens e vai sentindo e liberando o corpo: indo, vivendo, amando.

Como eu me sentia quando estava escrevendo? Sentia mesmo. A excitação por achar as palavras que o corpo que dizer é uma das coisas mais angustiantes. É uma jogada óbvia, por mais que o corpo fale, existe uma parte que sentimos que não se traduz. A imaginação é mágica e o leitor trabalha muito bem com a fantasia, ainda bem.


Logo abaixo, fiz um recorte do falado Romance.


Fica um desafio: alguém poderia continuar a próxima frase? Fico no aguardo e curiosa em pensar num trecho escrito por uma terceira pessoa. Mobilizar a nossa imaginação é entrar num cenário movido a prazer. Sensação maior ainda depois de ser lida, por todos. Entrar no corpo de um personagem é arrebatador, um delírio que é controlado por nos mesmos. Quem dita as regras é a ousadia de cada um.

E aí, curtiu? Então, chega mais que eu dou o seguimento do teu trecho escrito. Não precisa se identificar, use um pseudônimo e blá, blá, blá... (Aqui nos comentários ou na minha caixa mágica: jornadacamila@gmail.com).


Mas ontem, quando fui deitar, o meu sangue escorria no labirinto das tramalhas das veias e artérias. Coloquei a palma da mão no lado esquerdo do rosto e parecia que eu estava febril, que na verdade só parecia. 

A parte quente de tudo era o desejo em virar uma noite acordada, assim, do nada. Assim, do nada. Assim... e nada mais.
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