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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Um conto quase erótico...


Esses dias a casa estava num sossego fantástico. O cachorro dormindo, as luzes desligadas e outros aparelhos em off também. Um clima favorável para começar um conto, mas um conto quase erótico...

Houve, uma vez, que resolvi escrever um conto erótico, pois estava sem inspiração pra continuar com as coisas calmas.

Aí de repente, alguém bateu na porta e mexeu o trinque. Dei aquela suspirada de tédio e empurrei a cadeira para trás.

- Oi, Lulu. Entra.

- Desculpa incomodar, mas será que tu poderias dar uma olhadinha no meu celular? Ele liga/desliga automaticamente. Mas caso eu atrapalhe algo... Volto depois. A casa estava tão silenciosa, até pensei que estivesse repousando.

- Claro, eu dou a olhada. Pois é, agora tu já estás aqui né? (Sorri com a brincadeira). E sobre atrapalhar e o sossego da casa, as luzes baixas... Estava começando a escrever um conto erótico, mas...

- Lara, que vergonha. Vou deixar o telefone contigo e retorno mais tardar.

- Ah! Vergonha, mulher? De quê? Achas que vou te agarrar e te introduzir na história, é? Relaxa e...

Nesse instante, a Lulu ficou coberta de uma coloração vermelha (degradê) que vinha de seu pescoço e subia, subia... Eu não pude conter minhas ironias, a presença dela me deixou sem saber o que fazer. Não sabia se irritada ou me sentindo prestativa. Lulu apenas fez um gesto com a cabeça e coçou o cabelo.

- Mas já escreveu algum trecho? Do que fala a história?

-  Ainda não escrevi nada, se bem que tu poderia me ajudar né?

- Ok, já estou indo embora pra te deixar sozinha e com isso não quebrar tuas inspirações.

- Pare de melodrama, Lulu! Às vezes tu parece tão chata, mas tão chata que acabo por querer escrever uma história contigo.

- AH? Então, não devo ir?

- Senta aí, Lulu e vamos ver o que sai.

Abri uma página em branco do Word e fiquei esperando uma inspiração divina. Lulu estava com cara de susto e seus olhos pareciam os de uma coruja.

- Vamos escrever sobre o que, Lulu?

Nesse momento, Lulu levantou, pôs a mão sobre meu ombro e disse: às vezes tudo começa com um beijo.

Beijamo-nos e... O celular continuou desligado, mas porque...

O conto segue...

Aguardem, a sexta-feira que vem não é 13, mas o susto será grande.  
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