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sexta-feira, 14 de abril de 2017

O que eu sinto por Ernesto Alves..



O que Ernesto Alves tem?

Tem o que tem em qualquer outro pitoresco lugar. Quase tudo, pois Ernesto nos oferece a percepção. Começando pela ponte colorida, linda. No primeiro contato você enxerga a ponte, tendo aquele olhar rápido, pois no outro lado ela já se acaba. Então, olhamos abaixo… Água, águas. Percebo o Rio, se está cheio ou raso. Além, o barulho da correnteza. Chuá. Mas, está vindo outro carro em sentido oposto: alguém terá que dar ré.

Normalmente eu faço isso até pra que eu possa perceber tudo outra vez e quem sabe, saudar outro prazer diferente. Continuo a me concentrar ao cruzar a ponte, parece que o andar das águas quer me levar também. Ficamos olhando e rodando o carro numa velocidade muito baixa. E aquela água que cruza embaixo da ponte? Estamos nós lá, aclamando seu surgimento do outro lado.

Percebo que essas águas querem nos tomar alguma coisa, usam de suas correntezas uma força para carregar nossas inquietudes. Levam e lavam a alma. Adiante, borboletas. Alguém ficaria incomodado com sua presença? Símbolo da transformação, liberdade e cores. Ah, mas na cidade também tem.  Tem. Mas Ernesto é percepção. Não viemos pra Ernesto com a intenção de pagar contas e muito menos lembrá-las. Estar em Ernesto é trocar ideias e uma série de transformações individuais. Estar em Ernesto Alves é percebera neblina, o amanhecer , o nascer do Sol. É perceber o silêncio matinal que nos livrará do tédio.

É estar apenas observando os elementos que regem nossa existência. Agradecendo o anoitecer e novamente o silêncio que nos consagrará com uma boa noite de calmaria. E a luminosidade de um novo dia que nos convida a abrir os olhos e viver tudo outra vez!

É aqui que encontramos aparições raras, fotografando apenas com o olhar. É o lúdico a nossa volta. Em todos os desejos, sensações, sons… agradecemos a chuva que molha, o sol que queima e mosquito que pica. Ernesto é poesia, crônica e notícia. Eu escrevo aqui também… Consigo perceber o que realmente me dá vida. E se não estou neste lugar, apenas lembro para tal.

Ernesto tem assunto e o que me deixa mais feliz é que ele possui uma biodiversidade íntegra entre seus tantos morros e trilhas. Percebemos a cadeia alimentar, as teias de aranhas e  os vultos da teia alimentar.


Dia desses fiquei admirada, escorada na janela, observado as aves se alimentando de formigas voadoras. Equilíbrio ecológico e humano. E aquele lagarto – o Dino – cruzou os meus pés. Tem lagarto, muitos. Igreja. Casas. Ruminantes. Cobras. Aranhas. Mosquitos. Peixes. Cachorro, gato. Cadela.Para mim, Tem tudo! Água, luz e luz da lua. Tem o Sai da Toca. E quando esfria a ‘gente se entoca’. Vem pra Ernesto, vem! Aventura, história, amor, religiosidade e… Sossego.

Ah, e hoje tem procissão! 

O que eu sinto por Ernesto vira poema, seria isso. Mas existe alguma outra coisa por lá que me deixa inquieta, talvez o Alves vire um personagem, um conto, um livro de Romance ou me vire do avesso mesmo procurando o que me faz inspirar por Ele.

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