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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Terminei o Romance!


O romance segue sem nome, mas ele já finalizou o último capítulo! Pitadas de sedução e petiscos de erotismo. Não me contive, havia escrito um outro texto pra coluna de hoje, mas o término desse romance produziu em mim em efeito de ansiedade e puro êxtase. Agora o trio será encaminhado à Oliveira Casa Editorial para uma produção linda, com direito a perfumes, cores sobre cores, devaneios e muito café expresso!

Eis alguns trechos (que eu gosto)!

CAPÍTULO 1
O Desabafo de Catarina

Gosto de erotismo, sedução, preliminar. A entrega desbocada sem perder o romantismo, as flores, os ais… caso tenha flor, exijo o perfume mais duradouro, incessante, prognostico. Espinhos que ardem a pele e deslizam de ponta a ponta. Nada de sangrias ou feridas.

O erotismo não deve ser oco. Sou viciada no significado de uma relação a dois, três… Hoje a crônica foi diferente. Revelei ao muso da inspiração a força inspiradora. Acreditei que me sentiria mais aliviada e que resultaria apenas naquela crônica. Sinto-me mais incompleta e insatisfeita com o que respondeu. Uma cascata de impotência dobra meus dedos agora.

A clareza do que escrevi nem sequer resolveu a loucura de entregar o meu corpo todo a ti. Apenas agradeceu. Disse ter se sentindo lisonjeado. A intenção não foi lisonjear. Amei-te brusca e insanamente naquela crônica. Não quis lhe agradar com versos de amor. De mimos o mundo está finalizado. Eu almejava mais. Interrogações e reticências não te serviram de outras possibilidades? Injusto que foi.

Meio termo deixa a vida torneada de regras. Estou triste! Não desconectei nem sequer um desejo de alguém cuidar de ti. Estou cheia de ti agora. Foi uma grande dor pra eu fazer o que fiz. Mesmo transbordando toda a minha fúria, nada preocupou tua leitura. Ingrato! Não quis agradecimentos diante do prazer que havia lhe proporcionado. Retenho dia, hora e local pra te jogar em meus braços, pernas, dermes.


Fui cortada ao meio quando disse que a minha entrega ao erotismo era uma coisa fácil. É a mais pura farsa encontrada para complicar algo que não quis responder. Fácil é trabalhar, acordar cedo e tomar banho. A dificuldade que imponho conta os dias para que nada mais eu escreva. Quando falei em cama – minha cama! E não disse nada? Não. Disse bulhúfulas de possibilidades. “ escreves muito bem” – disse. 
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